O 4x2x3x1 de Klopp frente ao Wolves de Nuno Espírito Santo: dinâmicas ofensivas e defensivas

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Após uma época de 2017/2018 em grande para a turma de Klopp, com a chegada à final da principal liga de clubes europeus, onde acabou por sair derrotado, o Liverpool afigura-se como um dos principais candidatos ao título inglês, tendo passado o Natal isolado no cimo da tabela classificativa da Premier League.

O histórico clube de Liverpool aproveitou a janela de tranferências do verão de 2018 para reforçar alguns pontos chave da sua equipa, nomeadamente o meio-campo com a chegada de nomes como Fabinho e Naby Keita, preservando ao mesmo tempo as suas estrelas do tridente ofensivo e dando mais tempo para Van Dijk se acostumar ao modelo do treinador alemão. O resultado? Nos 18 jogos efectuados para a Premier League, ganhou 15 e empatou 3, tendo os 3 empates surgido em jogos contra 3 outros candidatos ao título (Chelsea, City e Arsenal). Uma campanha fantástica na intitulada por muitos como sendo a melhor e mais competitiva liga do mundo.

Na passada jornada defrontaram o Wolverhampton, equipa orientada pelo muito conhecido pelos portugueses Nuno Espirito Santo. Neste jogo os comandos de Klopp alinharam num 4x2x3x1 em momento defensivo, com a linha de 3 composta por Naby Keita à esquerda, Firmino no meio e Sadio Mané na direita a anular quase completamente o acesso ao duplo pivot do Wolves. Salah ficou encarregue de pressionar a saída de bola, orientando de dentro para fora. Desta forma, os 3 centrais da equipa da casa viram-se sempre obrigados a procurar as corridas de Adama Traoré ou a referência Raul Jiménez. fmo7ecU.jpg

Ofensivamente, a equipa de Klopp tentou, como sempre, explorar ao máximo as transições ofensivas. Firmino a servir como sempre de referência, temporizando até Salah e Mané arrancarem para posições favoráveis, atraindo ao mesmo tempo a pressão a si.

No entanto, o Wolverhampton raramente concedeu espaço para o Liverpool provocar desiquilibrios por este meio, obrigando o conjunto de Klopp a passar mais tempo em organização ofensiva. Neste momento do jogo, a equipa de Klopp adoptava uma estrutura com um duplo pivot constituído por Henderson e Fabinho, atrás de Firmino e Naby Keita, que funcionavam como médios interiores. Com os laterais subidos, Sadio Mané juntava-se a Salah na frente de ataque. Os interiores tinham liberdade para progredir em direcção à área, bem como Salah e/ou Mané para baixarem enquanto o outro esticava a linha defensiva. Assim combinações entre os médios e os avanaçdos no espaço entre-linhas era possível, podendo provocar reações na linha defensiva e abrindo espaços. E como sempre nas equipas de Klopp, muitas trocas posicionais eram permitidas, com os jogadores a saberem desempenhar diversos papéis, confundindo as marcações dos adversários.

O primeiro golo nasce de um livre conquistado por Naby Keita numa dessas incursões.

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Quando Milner não subia, Mané era responsável por conferir a largura, tendo no entanto liberdade para explorar movimentos de ruptura entre o lateral e o central.

Num jogo de sentido praticamente único e onde o Liverpool teve o domínio quse total, ficou a demonstração de força da equipa de Klopp, que parece encaminhada para matar o borrego e levar por fim  o troféu de campeões novamente para Anfield.

 

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