Sevilha e Villarreal no Ramón Sánchez Pizjuán

De visita ao Ramón Sánchez Pizjuán, Fran Escriba cedo percebeu que a sua equipa não poderia alinha com uma defesa subida, devido ao perigo que as desmarcações em profundidade de Jovetic e, principalmente, Ben Yedder, servidos pelos fantásticos, criativos e imprevisíveis Nasri, Vázquez e N’Zonzi.

A estratégia adoptada pelo treinador do submarino amarelo foi então a de juntar duas linhas de 4, bastante compactas e baixas, defendendo num 4-4-2 com marcação zonal onde cada jogador tinha uma posição bem definida.

4-4-2-villarreal

Quando um dos jogadores do Sevilha dava uma linha de passe entre as duas linhas de 4 do Villarreal, a linha defensiva baixava e a linha média pressionava o jogador que aparecia entre-linhas a receber.

Assim que o Villarreal conseguia reaver a bola partia rapidamente para a transição ofensiva, sem dar tempo ao Sevilha para se reorganizar. A estratégia ofensiva do Villarreal foi capaz de produzir algumas, não muitas, situações de golo. Porém, a eficácia, ou falta dela, impediu que surgisse o golo.

Após perda da bola o submarino amarelo tentava uma reacção forte e pressão rápida mas rapidamente voltava a juntar as 2 linhas de 4 se verificava que a pressão não era eficaz.

A estratégia aparentava ser relativamente boa, apesar de não ser muito fã de defesas tão baixas. Contudo, algumas referências individuais permitiram ao Sevilha desposicionar o adversário criando bastante perigo.

Apesar desta boa organização do Villarreal, os comandos de Sampaoli ficaram, na minha opinião, muito aquém do que poderia ter realizado.

Existe uma evidente falta de ligação entre os sectores andaluzes, parecendo até que dependem demasiado dos passes verticais do médio defensivo N’Zonzi ou até de Nasri quando este desce. Raramente apareceu alguém nas costas da primeira linha de pressão do Villarreal, apenas apareciam jogadores entre as duas linhas de 4, algo que retirou fluidez ao jogo andaluz.

Como podemos ver na figura 1, a saída de bola é feita quase a 4. Adoptando um esquema de 3 centrais, como foi o caso com Mercado, Lenglet e Rami, N’Zonzi não pode, na minha opinião, aparecer tão profundo. Compreendo a opção tomada por uma menor capacidade dos centrais com bola, em especial Rami, mas não foi de todo a mais eficaz.

ligacao-construcao-criacao

Com um homem a aparecer nas costas dos dois homens mais adiantados do Villarreal o Sevilha poderia ter criado bastante mais desequilíbrios, obrigando a linha média do submarino amarelo a maiores movimentações e estimularia o jogo interior da equipa de Sampaoli. Para isso os centrais teriam de assumir mais a fase inicial de construção.

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